Home Data de criação : 09/07/26 Última atualização : 10/03/07 11:58 / 42 Artigos publicados
 

Karatedō

Karatedō no obi sono-roku [空手道の帯 其六]  (Karatedō) escrito em domingo 07 março 2010 11:58

   

Tópico 5: As graduações de instrutores (Shōgō [称号])

Figueiredo (2006), citando Patrick McCarthy, em suas pesquisas relativas à graduação dentro do Karatedō [空手道] destaca:

“(...) Além do sistema Dan [段] / Kyū [級], outros títulos foram atribuídos no seio de algumas organizações, das quais se destaca indiscutivelmente a Dai Nippon Butoku-kai [大日本武徳会] (Associação das Virtudes Marciais do Grande Japão). Fundada em 1895, recebe do governo autorização para:

“Investigar, preservar e promover as Budō [武道] Japonesas; fazer exibições e torneios; recolher armas, equipamentos e informações históricas sobre as tradições clássicas de combate; e publicar materiais relacionados com as artes marciais” (McCARTHY, 1995, p. 6).

Os títulos gerais desenvolvidos no seio desta organização eram, do mais alto para o mais baixo: Hanshi [範師], Kyōshi [教師] e, a partir de 1934, foi adicionado o título de Renshi [練師].

McCarthy está falando em graduação de títulos, ou ainda, graduação de instrutores... porém, são raros aqueles que já ouviram falar neste tipo de graduação. Este assunto parece não ter muita veiculação aqui no ocidente... por que será?

Deveria ser do conhecimento geral que os faixas pretas oficialmente têm dois tipos de graduações que podem escolher para percorrer a suas vidas de Karateka [空手家], são elas:

  1. Graduações Dan-I [段位] e
  2. Graduações Shōgō [称号].

Graduações Dan-I [段位] são as graduações de faixas pretas do “Nível inicial” (popularmente conhecido como 1º Dan [段]) ao “10º Dan [段]”. Estas graduações não permitem aos seus detentores dar aulas. São apenas graduações de faixas pretas avaliados tecnicamente, mais nada. Quer seja “Nível inicial”, quer seja “10º Dan [段]”, os faixas pretas com este tipo de graduação não poderiam dar aulas (isso normalmente não é divulgado... por razões obvias... e esta é o motivo pelo qual não ouvimos falar em graduação de instrutores por aqui...).

Graduações Shōgō [称号] (ou graduações de "Títulos") são graduações que permitem aos seus detentores dar aulas, são o que se pode chamar "graduações de instrutores".

Geralmente estes exames de graduação de instrutores (Shōgō [称号]) são feitos no Japão, nos 3º, 5º e 7º Dan [段] e compreendem testes teóricos escritos/orais e testes práticos de conhecimento completo sobre Karatedō [空手道].

Após ter sido aprovado nestes testes, o faixa preta passa a ser reconhecido pelo título correspondente, ou seja, Renshi [練師], Kyōshi [教師] ou Hanshi [範師]. Nesta ordem, pois não se podem "saltar" graduações!

Alguém deve estar questionando: “Mas o que significam estas expressões?”

Goulart (2009) responde:

“Renshi [練師] - Os ideogramas literalmente significam: "prática + mestre/ perito/professor" - somando-se estas idéias, fica-se com a noção de algo como "instrutor".

Kyōshi [教師] - Os ideogramas literalmente significam: "ensino + mestre/ perito/professor" - somando-se estas idéias, fica-se com a noção de algo como "professor", um degrau acima de Renshi [練師].

Hanshi [範師] - Os ideogramas literalmente significam: "exemplo/modelo + mestre/perito/professor" - somando-se estas idéias, fica-se com a noção de algo como "mestre". O topo da hierarquia” (GOULART, Joséverson).

Tenho visto muitas vezes pessoas tratarem outras por graduações Shōgō [称号] sem que se saiba realmente se a pessoa em questão possui o título (certificado) referido (aliás, isso é algo muito comum em nossos dias, visto que as organizações, de uma forma geral, criam seu próprio Sistema de Graduação e outorgam títulos conforme seus parâmetros organizacionais). Em regra geral, o resultado dos exames de graduações Shōgō [称号] é difundido mundialmente, por isso, é fácil saber quem tem ou não tal graduação... fato que só reforça que a "corrida aos Dan [段]" protagonizada por muitos instrutores de nada vale se este não for oficialmente reconhecido como instrutor.

A título de exemplificação, para que se entenda de forma simples, oficialmente, um Dan [段] que seja Renshi [練師] pode dar aulas e um 10º Dan [段]... com graduação Dan-I [段位] não pode...

Para concluir, o objetivo da graduação desenvolvida na Dai Nippon Butoku-kai [大日本武徳会] era, e ainda é, a

“Avaliação do progresso individual rumo à obtenção da perfeição humana através da prática das tradições de luta. Esta avaliação não é apenas baseada em aspectos físicos, mas procura ter em conta o desenvolvimento dos aspectos físico, moral e espiritual do ser humano: o objetivo de cultivar pelo Budō [武道] o nosso mundo interior é um esforço para evoluir no mundo exterior” (McCARTHY, 1995, p. 7).

Aqui, alguém pode questionar: “Se o Karatedō [空手道] não é originalmente um Budō [武道], como estas graduações vieram parar na Arte das Mãos Vazias?” Boa pergunta! Figueiredo (2006) responde isso com muita propriedade:

(...) O sistema de graduações dos mestres de Budō [武道] (três níveis: Renshi [練師], Kyōshi [教師] e Hanshi [範師]) emerge como forma de reconhecimento público dos mestres das diversas disciplinas reconhecidas pela Dai Nippon Butoku-kai [大日本武徳会] e, na época, para os mestres de Karatedō [空手道], tais títulos eram importantes, colocando-os a par como os mestres de Jūdō [柔道] ou Kendō [剣道] no âmbito de uma organização governamental” (FIGUEIREDO, Abel).

Simplificando a resposta meus amigos... pura política.

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Referências:

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. Minhas Reflexões: A graduação nas Artes Marciais. Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Dezembro de 2004.

FIGUEIREDO, Abel. Sistema de Graduação. Disponível em: <http://xlandxs.wordpress.com>. Acesso em: 21 de Agosto de 2006.

GOULART, Joséverson. Kōhaku. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 2 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. O termo Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 12 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 19 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. Shōgō: Graduação de títulos. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009.

GOULART, Joséverson. O verdadeiro significado da faixa preta... uma visão crítica. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009.

JAPANESE ENGLISH DICTIONARY. Dictionary search and Convert Kanji to Hiragana/Rōmaji. Disponível em: <http://nihongo.j-talk.com/parser/search/index.php>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

McCARTHY, Patrick (1995), Dai Nippon Butokukai - An Analiysis, Virginia -Australia, International Ryukyu Karate Research Society.

NISHIYAMA, Hidetaka. Significado da faixa preta[1]. Disponível em: <http://www.geocities.com/karate_shotokan_br/significado.htm>. Acesso em: Abril de 2006.

PAULA. Eduardo A. de. Artigos e entrevistas: A parábola da faixa preta. Instituto Takemussu. <http://www.aikikai.org.br/art_parabola.html>. Acesso em: 15 de Outubro de 2005.

ROMAJI.ORG. Rōmaji Translator (Translate japanese text (Kanji,Hiragana,Katakana) into Rōmaji or Hiragana). Disponível em: <http://www.romaji.org/>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

TOKITSU, Kenji (1994), Histoire du Karate-do, “Le Monde des Arts Martiaux”, Paris, S.E.M.”



[1] Texto traduzido a partir do original encontrado no site da Federação Espanhola de Karate-do Tradicional.

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Karatedō no obi sono-go [空手道の帯 其五]  (Karatedō) escrito em domingo 21 fevereiro 2010 12:49

Tópico 4: As faixas cerimoniais (Kōhaku-obi [紅白帯] e Aka-obi [赤帯])

A faixa preta (Kuro-obi [黒帯]) não é a única forma de designação dos Dan [段], a faixa vermelho e branco (Kōhaku-obi [紅白帯]) e a faixa vermelha (Aka-obi [赤帯]) também são utilizadas para este fim.

As faixas vermelho e branco (chamadas Kōhaku [紅白]), que na realidade são as cores da bandeira do Japão, são opcionais do 6º ao 8º Dan [段], sendo totalmente vermelhas (Aka-obi [赤帯]) para 9º e 10º Dan [段].

Porém, tanto a faixa vermelho e branco (Kōhaku-obi [紅白帯]) como a faixa vermelha (Aka-obi [赤帯]) são opcionais e podem ser substituídas pela faixa preta (Kuro-obi [黒帯]) em qualquer uma destas graduações.

As faixas vermelho e branco (Kōhaku-obi [紅白帯]) foram instituídas, em 1930, depois de o mestre Jigorō Kanō [治五郎嘉納] ter criado competições internas de Jūdō [柔道] com o mesmo nome: competições Kōhaku [紅白].

As competições Kōhaku [紅白] estão baseadas no aspecto histórico da “Guerra Genpei” [源平合戦] (1180-1185), que foi disputada por dois clãs rivais (Genji [源氏] e Heike [平家]). Sendo assim, os japoneses geralmente dividem seus grupos de disputas em vermelho e branco, justamente baseados neste aspecto, pois no campo de batalha os Genji [源氏] (Família Minamoto) usavam bandeiras brancas e os Heike [平家] (Família Taira) usavam bandeiras vermelhas para serem identificados.

De forma geral, no Japão, utilizam-se as faixas vermelho e branco (Kōhaku-obi [紅白帯])  e a faixa vermelha (Aka-obi [赤帯]), instituída em 1943, apenas em cerimônias especiais, portanto, são "faixas cerimoniais", ou seja, são cores utilizadas em ocasiões festivas ou auspiciosas.

Eu sei que não é bem esta aplicação que temos visto no ocidente, por aqui temos a forte tendência de fazer as coisas por imitação (seguindo a velha máxima “nada se cria... tudo se copia”)... não que isso seja uma coisa ruim, mas quando simplesmente copio algo sem saber o por quê disto ou daquilo corro o risco de cometer erros... e eles já estão aos montes por aí, de fato, não há necessidade de colaboração de nossa parte para perpetuá-los.

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Referências:

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. Minhas Reflexões: A graduação nas Artes Marciais. Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Dezembro de 2004.

FIGUEIREDO, Abel. Sistema de Graduação. Disponível em: <http://xlandxs.wordpress.com>. Acesso em: 21 de Agosto de 2006.

GOULART, Joséverson. Kōhaku. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 2 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. O termo Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 12 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 19 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. Shōgō: Graduação de títulos. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009.

GOULART, Joséverson. O verdadeiro significado da faixa preta... uma visão crítica. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009.

JAPANESE ENGLISH DICTIONARY. Dictionary search and Convert Kanji to Hiragana/Rōmaji. Disponível em: <http://nihongo.j-talk.com/parser/search/index.php>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

McCARTHY, Patrick (1995), Dai Nippon Butokukai - An Analiysis, Virginia -Australia, International Ryukyu Karate Research Society.

NISHIYAMA, Hidetaka. Significado da faixa preta[1]. Disponível em: <http://www.geocities.com/karate_shotokan_br/significado.htm>. Acesso em: Abril de 2006.

PAULA. Eduardo A. de. Artigos e entrevistas: A parábola da faixa preta. Instituto Takemussu. <http://www.aikikai.org.br/art_parabola.html>. Acesso em: 15 de Outubro de 2005.

ROMAJI.ORG. Rōmaji Translator (Translate japanese text (Kanji,Hiragana,Katakana) into Rōmaji or Hiragana). Disponível em: <http://www.romaji.org/>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

TOKITSU, Kenji (1994), Histoire du Karate-do, “Le Monde des Arts Martiaux”, Paris, S.E.M.”



[1] Texto traduzido a partir do original encontrado no site da Federação Espanhola de Karate-do Tradicional.

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Karatedō no obi sono-yon [空手道の帯 其四]  (Karatedō) escrito em sexta 19 fevereiro 2010 00:22

Tópico 3: O significado da faixa preta

Muito se fala sobre a faixa preta e seu significado verdadeiro... Porém, quantas pessoas nós conhecemos que apresentam pensamento, sentimento e ação em consonância?

Hidetaka Nishiyama [英俊西山] (2006) enfatiza que:

“Atualmente o homem se esforça em uma arte marcial tentando alcançar a faixa preta como resultado de aprendizado para lutar (...). Tradicionalmente estes são sempre os objetivos de um estudante de artes marciais.

A faixa preta é uma recompensa outorgada ao cavaleiro atual, ao moderno Samurai (...) é um símbolo de perícia.

Em um clube sério, a faixa preta se alcança após se ter de 3 a 5 anos de treinamento assíduo e duro sob uma orientação competente.

Cada Karateka [空手家] deveria saber que a faixa preta não é sinônimo de um prêmio, mas um objetivo e um símbolo da realização (...).

Esta interpretação dos Dan deveria inspirar um sentimento de orgulho a quem o recebe através de um treinamento rigoroso” (NISHIYAMA, Hidetaka).

Porém, Goulart (2009), conhecedor da cultura japonesa, nos adverte:

“Apesar de o artigo de Hidetaka Nishiyama [英俊西山] ser interessante, infelizmente está voltado para “ocidentais”, qualquer coisa do tipo “para inglês ver”.

O que faz com que os ocidentais sejam induzidos em erro no que diz respeito ao verdadeiro significado da faixa preta.

Na realidade, a faixa preta nunca foi, não é, nem nunca será um fim a ser atingido. E quem diz que atingir a faixa preta é o objetivo do treino marcial está completamente errado ou, se não estiver errado, não está a dizer a verdade.

Vamos entender o sistema de faixas pretas antes de atribuirmos importâncias indevidas a cada graduação.

No Japão nem tão antigo quanto isso, o sistema de graduação dividia-se em faixa branca, faixa marrom e faixas pretas. A branca era para iniciantes, a marrom para quem já dominava o básico e a preta para quem se iniciava na arte… por isso, à primeira faixa preta dá-se o nome de Shodan [初段], literalmente “Nível inicial”. E por que “Nível inicial”? Porque era na primeira faixa preta que uma pessoa iniciava no estudo e entendimento efetivo de uma arte marcial. Apenas por isso, sem muito esforço mental, conclui-se que se estamos a “iniciar” em algo, definitivamente nunca será um “fim” a atingir.

Este conceito estupidamente errado de “faixa preta como um fim a atingir” é que leva um número elevado de praticantes a desistir de suas artes quando atingem o 1º Dan, pois atingiram o seu fim, tornaram-se faixas preta e agora podem relaxar no treino, quando na realidade é neste ponto que estão a “iniciar”

A faixa preta é dada como símbolo de que alguém se iniciou na prática de uma arte e está a começar no estudo da mesma. O sentido que deveria ser entendido neste ponto é o mesmo sentido que vemos quando olhamos para um faixa branca: “Agora sim… é hora de iniciar”.

Só há o engano porque fomos levados a acreditar que a faixa preta é um fim a atingir, e é por isso que todos querem graduar rápido em detrimento do estudo e entendimento das artes que praticam.

Quando se volta a colocar a faixa preta como um fim a ser atingido dentro de um limite de tempo considerado aceitável… novamente se induz quem lê a acreditar que, se o tempo correto for observado - e em uma “academia séria” - a faixa preta, o fim a ser atingido pelo treino “assíduo e duro”, é sinônimo de meta atingida. O que está definitivamente errado. O que nos leva a questão básica: o verdadeiro significado da faixa preta.

Hoje em dia vê-se uma “corrida aos Dan [段]”… Todos querem mais e mais Dan [段]. E o estudo da arte passou a ser matéria irrelevante. Já vi 5º, 6º Dan [段] que não sabem o significado de Shugyō [修行]… O que só demonstra que a faixa apenas é um marco de “estudo”, mas não indica o conhecimento efetivo.

Por isso, não me venham com blá blá blá sobre um número aceitável de anos e uma prática “assídua e dura”, quando na realidade estes “tantos anos” foram utilizados apenas como educação física ou treino desportivo e não foram utilizados no aprendizado real do sentido da faixa preta e do verdadeiro objetivo do treino de uma arte marcial japonesa” (GOULART, Joséverson).

O que concluímos então?

Bom... a faixa preta não é um fim, mas um novo começo. Cada pessoa é única e assim sua evolução dentro de qualquer atividade (inclusive as Artes Marciais), portanto não há como precisar um tempo exato para tornar-se um faixa preta. Em nossos dias o estudo da arte tornou-se irrelevante. E, por fim, pode-se treinar uma vida inteira e ainda assim não conseguir compreender o verdadeiro significado da faixa preta.

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Referências:

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. Minhas Reflexões: A graduação nas Artes Marciais. Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Dezembro de 2004.

FIGUEIREDO, Abel. Sistema de Graduação. Disponível em: <http://xlandxs.wordpress.com>. Acesso em: 21 de Agosto de 2006.

GOULART, Joséverson. Kōhaku. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 2 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. O termo Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 12 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 19 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. Shōgō: Graduação de títulos. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009.

GOULART, Joséverson. O verdadeiro significado da faixa preta... uma visão crítica. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009.

McCARTHY, Patrick (1995), Dai Nippon Butokukai - An Analiysis, Virginia -Australia, International Ryukyu Karate Research Society.

NISHIYAMA, Hidetaka. Significado da faixa preta[1]. Disponível em: <http://www.geocities.com/karate_shotokan_br/significado.htm>. Acesso em: Abril de 2006.

PAULA. Eduardo A. de. Artigos e entrevistas: A parábola da faixa preta. Instituto Takemussu. <http://www.aikikai.org.br/art_parabola.html>. Acesso em: 15 de Outubro de 2005.

TOKITSU, Kenji (1994), Histoire du Karate-do, “Le Monde des Arts Martiaux”, Paris, S.E.M.”



[1] Texto traduzido a partir do original encontrado no site da Federação Espanhola de Karate-do Tradicional.

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Karatedō no obi sono-san [空手道の帯 其三]  (Karatedō) escrito em sexta 19 fevereiro 2010 00:20

 

 

Tópico 2: A interpretação correta do termo Shodan [初段]

A abordagem/tradução dos termos japoneses tem sido uma constante em meu “Blog”. Entender o significado real do termo Shodan [初段] é, quem sabe, compreender o significado da faixa preta em si. A melhor abordagem que encontrei a cerca deste tema é a que foi feita por Joséverson Goulart (2009):

“No mundo das artes marciais japonesas praticadas no ocidente, a quantidade de termos japoneses utilizada é impressionante. Adicione a este fato a falta de pesquisa e têm-se alguns conceitos, traduções e interpretações erradas sendo passadas de geração em geração.

Esses erros de interpretação do idioma japonês, como o efeito de "bola-de-neve", fazem com que apareçam os erros de instrução.

Um dos erros mais comuns em todas as artes marciais japonesas ensinadas no ocidente é a má interpretação do termo Shodan [初段], a primeira faixa preta, que é comumente traduzido como "1º Dan".

Obviamente se sabe que o Shodan [初段] é, de fato, o "1º Dan" que é seguido pelo Nidan [二段] ("2º Dan"), Sandan [三段] ("3º Dan") e assim por diante. Porém, isso não significa que esta seja a tradução correta da expressão.

O termo Shodan [初段] é escrito com dois ideogramas:

  1. Sho [初] - "Primeira vez", "Começo"
  2. Dan [段] - "Nível", "grau", "degrau"

Assim sendo a sua tradução é "nível inicial", ou seja, o nível onde começamos a prática de uma arte marcial.

Alguém já parou para pensar por que será que Shodan [初段] significa “nível inicial”? E qual é o significado radical que ocorre com a utilização da tradução "1º Dan"?

Simples... o Shodan [初段] como "1º Dan" coloca a faixa preta como um objetivo a atingir, dando-lhe uma importância transcendente - quase elevando o estatuto do seu detentor acima dos meros mortais. Por isso os exames tornam-se quase "rituais de passagem" para o mundo da transcendência.

Essa idéia da mística oriental está profundamente esculpida no ensino ocidental, onde alguns faixas pretas (ocidentais ou orientais) são quase tratados como Deuses...

Infelizmente, a maioria esmagadora dos instrutores acha que a faixa preta é uma coisa sobrenatural, um nível elevadíssimo e que os praticantes que ostentam faixas coloridas devem demonstrar “total” compreensão das técnicas se quiserem chegar a tão almejada faixa preta.

O que estes “mestres iluminados” não entenderam, não entendem e - possivelmente - não vão entender é que as faixas coloridas servem apenas como base, como conceitos básicos da Arte a ser “iniciada” na primeira faixa preta!

É ridículo, mas aos faixas marrons é pedido que demonstrem “tudo” sobre a Arte no seu exame de graduação a faixa preta, quando, neste nível deveriam estar iniciando na Arte.

Aqui no ocidente, os “mestres” criam tanta dificuldade aos níveis preparatórios (Mudansha [無段者] - faixas coloridas) que a faixa preta passa, de fato, a ser um fim e não um começo. Estes mestres possuidores de tantos Dan [段] fazem um drama tão grande, criam uma mística tão profunda… como se Shodan [初段] (ou qualquer outro Dan [段]) fosse algo de outro mundo.

As pessoas primitivas tinham tendência à veneração daquilo ou daqueles que desconheciam, mas na sociedade atual temos fontes de pesquisa e desenvolvimento intelectual necessário para eliminar qualquer misticismo inerente às Artes Marciais.

E o que muda se traduzirmos a expressão Shodan [初段] como "Nível inicial"?

Aqui o praticante "humildemente" cai na realidade que apenas está a começar na arte marcial que pratica e que existem ainda muitos outros níveis a ser atingidos. Não há mística ou transcendência. Houve níveis preparatórios (faixas coloridas) que culminaram com a sua habilitação à prática da arte marcial que escolheu... Tão simples quanto isso!” (GOULART, Joséverson).

A “Parábola da faixa preta” de Eduardo Paula (2005) reforça a idéia de Goulart (2009) exposta acima:

"Conta-se que certa vez um praticante de artes marciais estava ajoelhado diante de seu mestre para realizar a cerimônia para receber sua faixa preta, que seria obtida após muito suor, ou seja, depois de muitos anos de treinamento incansável, o aluno finalmente havia chegado ao que comumente julga-se ser o auge em uma disciplina marcial.

"- Antes que lhe entregue a faixa preta, você precisa passar por outro teste", diz o Sensei.

"- Estou pronto" responde o aluno, talvez esperando por um último combate.

"- Você tem que responder uma pergunta essencial: Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?".

"- O fim da minha jornada", responde o aluno. "Uma recompensa merecida por minha dedicação, o reconhecimento do meu treinamento".

O Sensei espera por alguns minutos, demonstrado que ainda não está satisfeito com a resposta. Então, diz:

"- Você ainda não esta pronto para receber a faixa preta. Volte daqui a um ano".

Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do Sensei.

"- Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?". Pergunta o Sensei.

"- Ela é o símbolo da excelência, é o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte", responde o aluno.

O Sensei fica em silêncio, esperando por um complemento na resposta. Por fim, ele fala:

"- Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui um ano".

Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do Sensei, que mais uma vez pergunta:

"- Qual é o verdadeiro significado da faixa preta".

"- A faixa preta representa o começo, o início de uma jornada sem fim de disciplina, trabalho e busca do aperfeiçoamento não somente técnico, mas também do caráter, responde o aluno.

"- Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu treinamento". Diz o mestre” (PAULA, Eduardo).

A parábola nos traz algumas reflexões sobre o sentido da faixa preta... concluindo que ela é “o começo, o início de uma jornada” onde o praticante “está pronto para iniciar seu treinamento”... Ou seja, fala sobre o Shodan [初段]... ok, isso fica claro ao lermos o texto, mas sejamos francos: É isso que realmente vemos por aí?

No ocidente a faixa preta é geralmente vista como um fim a atingir (como bem nos aponta Goulart), porém isso é assunto para o meu próximo tópico.

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Referências:

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. Minhas Reflexões: A graduação nas Artes Marciais. Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Dezembro de 2004.

FIGUEIREDO, Abel. Sistema de Graduação. Disponível em: <http://xlandxs.wordpress.com>. Acesso em: 21 de Agosto de 2006.

GOULART, Joséverson. Kōhaku. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 2 de Maio de 2009

GOULART, Joséverson. O termo Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 12 de Maio de 2009

GOULART, Joséverson. Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 19 de Maio de 2009

GOULART, Joséverson. Shōgō: Graduação de títulos. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009

GOULART, Joséverson. O verdadeiro significado da faixa preta... uma visão crítica. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009

McCARTHY, Patrick (1995), Dai Nippon Butokukai - An Analiysis, Virginia -Australia, International Ryukyu Karate Research Society.

NISHIYAMA, Hidetaka. Significado da faixa preta[1]. Disponível em: <http://www.geocities.com/karate_shotokan_br/significado.htm>. Acesso em: Abril de 2006.

PAULA. Eduardo A. de. Artigos e entrevistas: A parábola da faixa preta. Instituto Takemussu. <http://www.aikikai.org.br/art_parabola.html>. Acesso em: 15 de Outubro de 2005.

TOKITSU, Kenji (1994), Histoire du Karate-do, “Le Monde des Arts Martiaux”, Paris, S.E.M.”



[1] Texto traduzido a partir do original encontrado no site da Federação Espanhola de Karate-do Tradicional.

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Karatedō no obi sono-ni [空手道の帯 其二]  (Karatedō) escrito em sexta 19 fevereiro 2010 00:14

 

Tópico 1: A origem do sistema de graduação no Karatedō [空手道]

Em uma excelente matéria elaborada/fundamentada por Abel Aurélio Abreu Figueiredo, em 2006, que trata sobre a origem da Graduação no Karatedō [空手道] existem os seguintes apontes:

“McCarthy (1995), enfatiza que o atual uso da faixa (Obi [帯]) à volta do Karategi tem raízes no fundador do Jūdō [柔道]. Jigorō Kanō [治五郎 嘉納] introduz a inovação de distinguir os diferentes níveis de prática através do desenvolvimento do Sistema Kyū [級]/Dan [段].

O Dan [段], ou faixa preta, indica um nível de prática avançado e os seus possuidores tornam-se conhecidos como Yūdansha [有段者] (aquele que tem nível); as graduações de Kyū [級] representam os diversos níveis de competência abaixo do Dan [段], sendo conhecidos seus detentores como Mudansha [無段者] (aquele que não tem nível).

Segundo apurou McCarthy (1995), depois de estabelecer o Kōdōkan, Jigorō Kanō [治五郎 嘉納] distribuía cintas negras aos seus Yūdansha [有段者] para serem usadas no Dōgi [動衣] (roupa para prática) estandardizado e, após 1907, a cinta preta foi substituída pela Kuro-obi [黒帯] (faixa preta) que se torna o "standard" até hoje.

Tokitsu [時津] (1993) (...) salienta ainda que no início, Jigorō Kanō [治五郎 嘉納] só utilizava o sistema de cinco graus de Dan [段] e não o sistema de dez como atualmente se usa (...).

Quanto a Gichin Funakoshi [義珍 船越], por influência e conselho direto de Jigorō Kanō [治五郎嘉納], desenvolve um sistema de graduações equivalente ao Jūdō [柔道] e atribui em 1924 os primeiros diplomas de Shodan [初段]. É a primeira vez que se passam diplomas de graduação em Karate [空手]. Os outros mestres de Karate [空手] fazem progressivamente o mesmo (...).

O reconhecimento do Tōde [唐手] de Okinawa [沖縄] como uma Arte Marcial estava dependente dos critérios de desenvolvimento da modalidade que a Dai Nippon Butoku-kai [大日本武徳会] lançou aos seus mestres:

  • Desenvolver um uniforme standard;
  • Adotar o Sistema de Graduações Kyū [級]/Dan [段] de Jigorō Kanō [治五郎嘉納];
  • Estabelecer um sistema de ensino/avaliação;
  • Mudar o primeiro ideograma, “Tō [唐]”, por “Kara [空]” e adicionar o sufixo “Dō [道]”;

Após o encontro destes critérios de desenvolvimento da modalidade em Dezembro de 1933, abriram-se as portas para o reconhecimento do Karate [空手] como um Budō [武道] moderno e assim, reconhecer os mestres de Karate [空手] como mestres de Budō [武道].

Em 1935, segundo Tokitsu [時津] (1993), Chōjun Miyagi [長順宮城] (Gōjūryū [剛柔流]) apresenta-se para fazer exame para um título de mestre de Budō [武道] na Dai Nippon Butoku-kai [大日本武徳会], sendo a primeira pessoa a apresentar-se em Karate [空手], disciplina ainda não reconhecida como Budō [武道]. Obtém o título de Kyōshi [教師] o que, para o mesmo autor, é excepcional já que os fundadores das outras três escolas obtêm o título de Renshi [練師]. Hironori Ōtsuka [博紀大塚] (Wadōryū [和道流]) obtém-no em 1938, Kenwa Mabuni [賢和摩文仁] (Shitōryū [糸東流]) e Gichin Funakoshi [義珍船越] (Shōtōkan [松濤館]) em 1939. Nesta época tais títulos eram indispensáveis para a consolidação do reconhecimento do Karate [空手] como Budō [武道].

Assim, (...) o Sistema de Graduação do Karatedō [空手道] (Sistema Kyū [級]/Dan [段]) nasce com um propósito técnico claro, procurando distinguir os níveis de prática dos praticantes, mas encerra também um propósito político: o reconhecimento público oficial da modalidade (...)” (FIGUEIREDO, Abel. 2006).

Estes são elementos chaves para que os Karateka [空手家] entendam o objetivo original do Sistema de Graduação do Karatedō [空手道] e suas distorções posteriores.

Recapitulando rapidamente... O Sistema de Graduação do Karatedō [空手道] surge em 1924 apenas e tem origem no Sistema de Graduação do Jūdō [柔道] criado por Jigorō Kanō [治五郎嘉納]. No sistema original havia apenas cinco Dan [段]. O Sistema de Graduação do Karatedō [空手道] encerra, sobretudo, um fim político: o reconhecimento da Arte e de seus respectivos mestres, pois até meados da década de 30 nenhum mestre possuía qualquer graduação ou reconhecimento por parte do governo japonês.

Bom... de forma simples e sem muito esforço mental já sabemos de onde veio e entendemos o porquê da “criação” do Sistema de Graduação no Karatedō [空手道].

Hidetaka Nishiyama [英俊西山] (2006) enfatiza em seu artigo intitulado “O Verdadeiro Significado da Faixa Preta” o surgimento, a evolução e os problemas gerados no Sistema Graduação do Karatedō [空手道] com o passar dos anos:

“Inicialmente o sistema de graus foi estabelecido como uma série de níveis com os quais o estudante podia avaliar o seu progresso e a primeira faixa preta alcançada era conhecida como Shodan [初段]: primeiro grau ou passo inicial destes níveis.

O Shodan [初段] significa que o estudante domina os fundamentos da arte e está agora preparado para receber um treinamento mais avançado e se continuar praticando poderá alcançar outros Dan [段] indicativos de progresso.

Esta escala de valores tem provado a sua eficácia como grande motivador do estudante, mas também tem originado alguns problemas.

Em primeiro lugar existe internacionalmente uma grande disparidade de critérios. Um sistema de graduação universal deveria ser formalizado da mesma maneira que um centímetro é igual a outro em qualquer lugar do mundo.

É preciso também compreender que esta escala de valores consiste em examinar as reações humanas, e devido às diferenças existentes em cada pessoa é difícil estabelecer regras únicas.

O Jūdō [柔道] e o Kendō [剣道] têm suas regras internacionais para avaliar, e isto se deve ao fato de suas origens são exclusivamente japonesas e estas regras nasceram junto com cada uma destas artes marciais. O Karatedō [空手道] ao contrário tem várias escolas diferentes, cada uma das quais possuem suas particularidades e seus sistemas de exame separados.

Quando o Karatedō [空手道] alcançou uma dimensão internacional, vários países receberam estilos diferentes cada um deles com suas próprias regras e isto permitiu que indivíduos sem escrúpulos criassem suas próprias organizações outorgando a faixa preta a estudantes não qualificados que por sua vez decidiram abrir suas próprias escolas e entregar suas próprias faixas pretas ao mesmo tempo em que buscavam promover-se para obter benefícios econômicos.

O resultado final é que muitos faixas pretas constituem um mau exemplo e produzem uma má imagem do Karatedō [空手道].

Muitas pessoas dizem que como existem as casas de câmbio para as trocas de moedas, deveria haver centros de reavaliação onde os faixas pretas pudessem ser reavaliados, embora a lista dos candidatos alcançasse a grossura de uma lista telefônica” (NISHIYAMA, Hidetaka).

O que podemos enfatizar aqui... disparidade nas avaliações, a dificuldade de avaliação de questões subjetivas (como a questão ética, por exemplo), a grande quantidade de escolas diferentes de Karatedō [空手道], uma enorme expansão a nível mundial sem uma padronização ou regra geral, comércio e, por fim, a necessidade de uma reciclagem por parte dos faixas preta (sobretudo, ao meu ver, daqueles que estão lecionando) para qualificar o processo de ensino/aprendizagem.

Hidetaka Nishiyama [英俊西山] (2006) fala ainda de uma questão fundamental quando falamos de faixa preta... a interpretação do termo Shodan [初段]... que é justamente o meu próximo tópico.

Até lá...

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Referências:

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. Minhas Reflexões: A graduação nas Artes Marciais. Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Dezembro de 2004.

FIGUEIREDO, Abel. Sistema de Graduação. Disponível em: <http://xlandxs.wordpress.com>. Acesso em: 21 de Agosto de 2006.

GOULART, Joséverson. Kōhaku. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 2 de Maio de 2009

GOULART, Joséverson. O termo Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 12 de Maio de 2009

GOULART, Joséverson. Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 19 de Maio de 2009

GOULART, Joséverson. Shōgō: Graduação de títulos. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009

GOULART, Joséverson. O verdadeiro significado da faixa preta... uma visão crítica. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009

McCARTHY, Patrick (1995), Dai Nippon Butokukai - An Analiysis, Virginia -Australia, International Ryukyu Karate Research Society.

NISHIYAMA, Hidetaka. Significado da faixa preta[1]. Disponível em: <http://www.geocities.com/karate_shotokan_br/significado.htm>. Acesso em: Abril de 2006.

PAULA. Eduardo A. de. Artigos e entrevistas: A parábola da faixa preta. Instituto Takemussu. <http://www.aikikai.org.br/art_parabola.html>. Acesso em: 15 de Outubro de 2005.

TOKITSU, Kenji (1994), Histoire du Karate-do, “Le Monde des Arts Martiaux”, Paris, S.E.M.”



[1] Texto traduzido a partir do original encontrado no site da Federação Espanhola de Karate-do Tradicional.

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