Home Data de criação : 09/07/26 Última atualização : 10/03/07 11:58 / 42 Artigos publicados
 

Karatedō no obi sono-ichi [空手道の帯 其一]  (Karatedō) escrito em sexta 19 fevereiro 2010 00:04

 

Antes de apresentar o Sistema de Graduação para Kuro-obi [黒帯] (faixa preta) dentro do Karatedō [空手道] gostaria de esclarecer, dentro das minhas possibilidades, alguns conceitos mal formados ou deformados com o passar dos anos.

Alguns irão concordar com o ponto de vista aqui exposto... outros não... minha idéia com o tópico, na realidade, é que pelo menos se faça uma reflexão sobre o tema e que se passe a considerar este assunto com mais seriedade do que se tem visto por aí...

Como este é um assunto complexo, irei separá-lo por tópicos e irei dividi-lo em mais de um “post” que terão por objetivo clarificar os seguintes pontos:

  • A origem do sistema de graduação no Karatedō [空手道];
  • A interpretação correta do termo Shodan [初段];
  • O significado da faixa preta (Kuro-obi [黒帯]);
  • As faixas cerimoniais (Kōhaku-obi [紅白帯] e Aka-obi [赤帯]);
  • As graduações de títulos (Renshi [練師], Kyōshi [教師] e Hanshi [範師]);
  • Meu ponto de vista a cerca das graduações;
  • Apresentação das faixas, suas cores e traduções literais;
  • Considerações finais.

Com exceção do tópico “Meu ponto de vista a cerca das graduações”, que é verdadeiramente pessoal, busco referenciais teóricos que possam fundamentar minhas idéias para cada um dos assuntos em destaque. Espero com isso poder ajudar a ordenar algumas idéias e colaborar com aqueles que buscam originalidade, profundidade e seriedade em seus trabalhos. Contudo, cabe enfatizar que o que for aqui abordado não passa de um pequeno ensaio ou ponto de partida para pesquisas mais aprofundadas que certamente serão necessárias sobre o tema...

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Referências:

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. Minhas Reflexões: A graduação nas Artes Marciais. Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Dezembro de 2004.

FIGUEIREDO, Abel. Sistema de Graduação. Disponível em: <http://xlandxs.wordpress.com>. Acesso em: 21 de Agosto de 2006.

GOULART, Joséverson. Kōhaku. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 2 de Maio de 2009

GOULART, Joséverson. O termo Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 12 de Maio de 2009

GOULART, Joséverson. Shodan. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 19 de Maio de 2009

GOULART, Joséverson. Shōgō: Graduação de títulos. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009

GOULART, Joséverson. O verdadeiro significado da faixa preta... uma visão crítica. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 20 de Julho de 2009

McCARTHY, Patrick (1995), Dai Nippon Butokukai - An Analiysis, Virginia -Australia, International Ryukyu Karate Research Society.

NISHIYAMA, Hidetaka. Significado da faixa preta[1]. Disponível em: <http://www.geocities.com/karate_shotokan_br/significado.htm>. Acesso em: Abril de 2006.

PAULA. Eduardo A. de. Artigos e entrevistas: A parábola da faixa preta. Instituto Takemussu. <http://www.aikikai.org.br/art_parabola.html>. Acesso em: 15 de Outubro de 2005.

TOKITSU, Kenji (1994), Histoire du Karate-do, “Le Monde des Arts Martiaux”, Paris, S.E.M.”



[1] Texto traduzido a partir do original encontrado no site da Federação Espanhola de Karate-do Tradicional.

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Dōjōkun [道場訓]  (Karatedō) escrito em quinta 18 fevereiro 2010 17:10

   

Neste "post" falarei um pouco sobre o Dōjōkun [道場訓].

Hoje, é possível afirmar que se encontra informações sobre inúmeros assuntos apenas com um “click” no “mouse”...

Acessando a “internet” e colocando a expressão Dōjōkun [道場訓] em qualquer “site” de pesquisa se encontra mais de 60.000 resultados, algo que a primeira vista parece extremamete positivo... o problema começa quando se verifica que a maior parte deles é um grande “copiar e colar” que parece não ter fim... e o que é pior em alguns casos: informações sem pesquisa prévia ou indicação de referências credíveis...

Por isso, abordarei o Dōjōkun [道場訓] procurando sair deste “copiar e colar”... objetivando dar argumentos ou ferramentas concretas para que aqueles que se interessam pelo tema tenham condições de tirar suas próprias conclusões sobre a importância e a função que este termo denota.

Antes de qualquer coisa, faz-se necessário saber o significado dos termos que compõe a expressão Dōjōkun [道場訓]:

  • Dōjō [道場] – sala usada para o treinamento das Artes Marciais;
  • Kun [訓] – instrução, explicação, leitura.

Sendo assim, a expressão pode ser facilmente traduzida como: “Instruções da Sala de Treinamentos das Artes Marciais”.

Buscando outras possibilidades de significado, saindo do literal... mas não perdendo o foco, se chega a três variáveis:

  1. Pode-se afirmar que o Dōjōkun [道場訓] é composto por “instruções” que servem como uma espécie de guia de conduta para os praticantes;
  2. Consegue-se dizer que o Dōjōkun [道場訓] é um conjunto de orientações que tem por objetivo principal “explicar” o “por que” do treinamento;
  3. E por fim, assegura-se que o Dōjōkun [道場訓] é uma “leitura” dos princípios que devem reger o pensamento, o sentimento e as ações de todos os Karateka [空手家].

Ok. Agora que o significado da expressão está claro posso fazer algumas considerações importantes sobre o tema...

Quais são os problemas que são encontrados quando se fala em Dōjōkun [道場訓] no ocidente? Alguém já parou para refletir sobre isso?

Os problemas são muitos... porém, aqui falarei apenas sobre os três que parecem ocorrer com maior frequencia, são eles:

  1. A falta de conhecimento efetivo sobre a Língua Japonesa (Nihongo [日本語]);
  2. A obrigação de "decorar" sem entender/interiorizar o Dōjōkun [道場訓];
  3. A "simplificação" do Dōjōkun [道場訓] para cinco palavras.

Por isso, farei alguns comentários sobre cada uma destas situações buscando esclarecer os problemas que cada uma destas situações acarreta... e apontando, dentro de minhas limitações, alguma possível solução.

1) A falta de conhecimento efetivo sobre a Língua Japonesa (Nihongo [日本語]):

Quando se pesquisa sobre  o tema Dōjōkun [道場訓] se vê claramente que os ocidentais tendem a apresentar uma interpretação "muito particular" destas “instruções”... uma mistura de falta de conhecimento da Língua Japonesa (Nihongo [日本語]) com uma “imaginação fértil” resulta em traduções diversas (às vezes inexplicáveis) para as cinco frases que compõe o Dōjōkun [道場訓]... cada qual querendo “vender o seu peixe”... tornar a sua escola mais atrativa... algo do tipo: "Venham para cá, pois aqui nós tenhos os melhores valores".

Todos sabem que o Dōjōkun [道場訓] não é único e que as diversas escolas podem criar suas próprias “instruções” (aliás, isso é muito comum hoje em dia)... o problema começa quando muitas fontes apresentam traduções diferentes para os mesmos conjuntos de Kanji [漢字].

Um exemplo para clarificar o que quero dizer:

Para o grupo de Kanji [漢字] que formam a frase “Makoto no michi o mamoru koto [誠の道を守る事]” encontro as seguintes interpretações:

  • “Fidelidade ao verdadeiro caminho da razão”;
  • “Sinceridade”;
  • “Ser fiel com o verdadeiro caminho da razão”;
  • “Ser fiel”;
  • “Defender o caminho da verdade”.

Como são possíveis tantas variações se o grupo de Kanji [漢字] apresentados são sempre os mesmos? Quem tem razão? Qual a tradução está correta?

Entre as diversas interpretações, mais ou menos felizes, que é possível encontrar “navegando pela Internet”... a que mais freqüentemente aparece é a seguinte:

  1. Esforçar-se para formação do caráter;
  2. Fidelidade ao verdadeiro caminho da razão;
  3. Criar o intuito de esforço;
  4. Respeitar acima de tudo;
  5. Conter o espírito de agressão.

Não que estes princípios não sejam louváveis... de forma alguma estou dizendo isso... mas não são, de fato, a tradução literal (ou correta) das frases que compõe o Dōjōkun [道場訓].

Aqui alguém pode perguntar: “Mas se estas não são as traduções corretas por que estão amplamente divulgadas?” Simples... muito “copiar e colar”, falta de conhecimento sobre a Língua Japonesa (Nihongo [日本語]), falta de pesquisa, “lei do menor esforço”, etc...

Como resolver isso? Buscando ajuda especializada no que tange a Língua Japonesa (Nihongo [日本語]), estudando mais, pesquisando mais... enfim... se esforçando mais...

Concordo plenamente com Goulart (2009) quando expõe o seguinte pensamento:

"Vergonha não é não saber... vergonha é contentarmo-nos com o pouco que sabemos (...) copiar e imitar faz bem nos primeiros passos de qualquer arte, mas saber realmente é obrigação daqueles mais avançados, daqueles que estão ensinando" (GOULART, Joséverson). 

2) A obrigação de "decorar" sem entender/interiorizar o Dōjōkun [道場訓]:

Em muitos Dōjō [道場] é pedido aos alunos mais antigos que "decorem" o Dōjōkun [道場訓] e que, em alguns casos, o repitam no começo de cada aula. Bom... como decorar uma seqüência de palavras japonesas e depois ter de repeti-las é uma tarefa "ingrata" para os ocidentais, muitas vezes acaba-se por ouvir um monte de grunhidos sem sentido que tentam imitar a pronúncia japonesa.

E sendo coerentes... mesmo que o praticante dedique algum tempo de seu estudo/treinamento para decorar e aperfeiçoar a pronuncia das palavras japonesas, passando a falar clara e satisfatoriamente as frases do Dōjōkun [道場訓] isso não significa que ele entenda e/ou pratique estas diretrizes.

Neste sentido, corroboro com o Professor Johannes quando ele afirma que:

“Ninguém pode em verdade afirmar que o Karatedō [空手道] é somente um gesto físico (Jutsu [術]), e também não pode afirmar seu conhecimento, somente de falar o Dōjōkun [道場訓]. Antes, é a prática diária do conjunto de ações e pensamentos coordenados que pode nos levar ao verdadeiro Karatedō [空手道]. E deste partir para a própria vida” (NETO, Johannes).

Portanto, tudo isso (decorar, recitar) somente terá validade se houver por parte do praticante uma vivência concreta dos valores que o Dōjōkun [道場訓] sintetiza ... caso contrário tudo se torna vazio e sem sentido (falando na linguagem popular: “falar é fácil... fazer é difícil...”)... apenas aparências.

 

3) A "simplificação" do Dōjōkun [道場訓] para cinco palavras:

Neste sentido, Goulart (2009) comenta:

 “No ocidente, o Dōjōkun [道場訓] é muitas vezes "simplificado" para cinco palavras: “caráter”, “sinceridade”, “esforço”, “etiqueta” e “autocontrole”... Isto não é lá muito correto... Por quê? Porque em japonês também existem estas palavras... Jinkaku [人格], Sei-i [誠意], Doryoku [努力], Reigi [礼儀] e Jishuku [自粛]... porém o Dōjōkun [道場訓] correto apresenta frases completas com significado sólido, por isso esta simplificação não é "muito bem-vinda" nos círculos tradicionais” (GOULART, Joséverson).

Este me parece o problema mais fácil de solucionar... basta seguir a tradição e apresentar informações/traduções corretas e completas.

Antes de apresentar o Dōjōkun [道場訓] e o seu real significado... gostaria de deixar um último comentário, também de Goulart (2009), sobre a expressão: Hitotsu [一].

Apesar de ser de fato o número “um” a palavra que começa todas as frases do Dōjōkun [道場訓], o termo Hitotsu [一] neste caso não deve… (embora possa) ser traduzido por “um” ou “primeiro”, porque, quando observamos com atenção, vemos que todos os preceitos começam por Hitotsu [一]. No entanto, aqui esta expressão é usada para mostrar que nenhum dos preceitos é superior ao outro e, portanto todos são ou equivalem ao primeiro na ordem de importância. Sendo assim, a melhor tradução neste caso é “importante” e não “um” ou “primeiro” (GOULART, Joséverson).

Vamos ao Dōjōkun [道場訓]:

Traduzindo o quadro, da direita para a esquerda e de cima para baixo, temos:

 

道場訓

(Dōjōkun)

Instruções da sala de treinamentos

一、人格完成に努むる事

(Hitotsu, Jinkaku kansei ni tsutomuru koto).

Importante, esforçar-se para aperfeiçoar o caráter.

一、誠の道を守る事

(Hitotsu, Makoto no michi o mamoru koto).

Importante, defender o caminho da verdade.

一、努力の精神を養う事

(Hitotsu, doryoku no seishin o yashinau koto).

Importante, alimentar o espírito de esforço.

一、礼儀を重んずる事

(Hitotsu, reigi o omonzuru koto).

Importante, considerar a etiqueta (as boas maneiras) relevante(s).

一、血気の勇を戒むる事

(Hitotsu, kekki no yū o imashimuru koto)

Importante, evitar o ímpeto violento

 

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Referências:

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. Minhas reflexões: A ética dentro das Artes Marciais. Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Fevereiro de 2006.

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. A ética dentro das Artes Marciais. Informativo Seidenkai Saishin Kyūsu. Março de 2006, Nº 29, Ano III.

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. Dōjōkun [道場訓]. Disponível em: <http://groups.google.com/group/andretta-no-kenkyushitsu>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

GOULART, Joséverson. O que é Dōjōkun e o que se diz no início das aulas de Shōtōkan? Disponível em: <http://groups.google.com/group/andretta-no-kenkyushitsu>. Acesso em: 20 de Fevereiro de 2009.

ITO, Tomeji. Filosofia: A importância e o significado do Dōjōkun. São Paulo. Revista Kiai Nº 16.

JAPANESE ENGLISH DICTIONARY. Dictionary search and Convert Kanji to Hiragana/Rōmaji. Disponível em: <http://nihongo.j-talk.com/parser/search/index.php>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

NETO, Johannes Carl Freiberg. Karate: Há uma grande diferença entre Karate-jutsu e Karate-dō. São Paulo. Revista Kiai.

ROMAJI.ORG. Rōmaji Translator (Translate japanese text (Kanji,Hiragana,Katakana) into Rōmaji or Hiragana). Disponível em: <http://www.romaji.org/>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

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Karateka [空手家]  (Karatedō) escrito em quinta 18 fevereiro 2010 16:49

 

Desta vez falarei um pouco sobre um ponto que toquei quando abordava outro tema: “Nihongo [日本語]”. Naquele “Post” afirmei que existia diferença entre ser um “praticante de Karate” e um “Karateka [空手家]”... hoje vou embasar tal afirmação.

Normalmente, as pessoas tendem a utilizar estas duas expressões para o mesmo fim, ou seja, para designar o fato desta ou daquela pessoa praticar o Karate [空手]...

Porém, há uma diferença abismal entre "praticante de Karate [空手]" e "Karateka [空手家]", da mesma forma com "praticante de Jūdō [柔道]" e "Judōka [柔道家]", "praticante de Aikidō [合気道]" e "Aikidōka [合気道家]", "praticante de Kendō [剣道]" e "Kendōka [剣道家]", etc...

Nos países ocidentais não há uma definição muito clara entre estas duas definições e muitos autores publicam obras sobre artes marciais japonesas onde não há a distinção entre estes dois conceitos e isso é um erro grosseiro. Contudo, a diferença é bastante clara em se tratando da aplicação japonesa destes dois termos.

Vejamos, então, o que se entende pelo sufixo "Ka [家]" colocado em Karateka [空手家], Judōka [柔道家], Aikidōka [合気道家], Kendōka [剣道家].

O sufixo "Ka [家]", diferente dos graus técnicos onde vemos uma verdadeira corrida às graduações, não depende da cor da faixa ou do número de anos de prática.

O ideograma "Ka [家]", traduzido literalmente significa "casa", "lar", mas no caso das artes marciais, significa: "especialista", "alguém que se especializou em". Ou seja, tornou-se "a casa (o lar) onde mora a arte".

Uma pessoa que sucumbiu à corrida aos Dan [段], mas negligenciou o estudo da arte que pratica, independente dos milhares de Dan [段] que possua, não passa de um mero "praticante da arte", enquanto um outro que praticou e estudou a arte, talvez com menor graduação, tornou-se um "especialista" da sua arte, procurando sempre saber mais a respeito da arte que escolheu.

A diferença entre o "praticante" e o "especialista" é que um "aprendeu o feijão-com-arroz" e acomodou-se enquanto que o outro continua a estudar e aprender o máximo que pode sobre a arte que pratica. Estes que "treinam e estudam" as suas artes podem ser chamados de Karateka [空手家], Judōka [柔道家], Aikidōka [合気道家], Kendōka [剣道家], etc. Pois é este o verdadeiro significado que o sufixo "Ka [家]" encerra em si mesmo.

Lembre-se sempre do conceito Bunbu-ichi [文武一], ou melhor, de que "o treino literário e o treino militar devem ser treinados como sendo uma única coisa." Ou ainda, de manter "a pena e a espada em comum acordo".

Agora, sendo sincero com você mesmo, pergunte-se: Sou eu um "praticante" ou um "especialista" da arte que pratico?

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Referências:

GOULART, Joséverson. Praticante de Karate ou Karateka? Disponível em: <http://groups.google.com/group/andretta-no-kenkyushitsu>. Acesso em: 20 de Julho de 2009.

JAPANESE ENGLISH DICTIONARY. Dictionary search and Convert Kanji to Hiragana/Rōmaji. Disponível em: <http://nihongo.j-talk.com/parser/search/index.php>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

ROMAJI.ORG. Rōmaji Translator (Translate japanese text (Kanji,Hiragana,Katakana) into Rōmaji or Hiragana). Disponível em: <http://www.romaji.org/>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

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Gōng-fu [功夫]  (Karatedō) escrito em quinta 18 fevereiro 2010 16:38

     

Há tempos venho falando, comentando, insistindo mesmo... a respeito da necessidade de estudar seriamente (o tópico Manabu [学ぶ] trata unicamente disso) os temas relacionados ao Karatedō [空手道]. Desculpe-me, por favor, se pareço um tanto chato e insistente com este tema, mas é meu ponto de vista que não existe outra forma para que possamos evitar que erros sejam instituídos e divulgados como verdadeiros, quando na verdade não o são...

Uma expressão quando é mal interpretada/traduzida/entendida pode constituir-se em um erro que pode perdurar por muito tempo... quer ver?

Vamos lá então... para exemplificar, utilizarei aquele que, em minha opinião, constitui um dos maiores e mais comuns erros que persiste até nossos dias: a expressão Kung-fu [功夫].

Como é de costume em meu “Blog” não gosto de tratar de qualquer termo oriental sem utilizar um Sistema de Romanização Oficial, por isso para este “post” adotarei o Sistema Hànyǔ Pīnyīn [漢語拼音][1] para a transcrição fonética das palavras chinesas... e por esta razão passo a tratar o termo Kung-fu [功夫] por Gōng-fu [功夫] a partir de agora... Não que a expressão Kung-fu [功夫] esteja errada... não, de fato não está... apenas está em um Sistema de Romanização, diferente do que eu uso, chamado Wade-Giles Pīnyīn [威妥玛拼音][2].

Quando abordei o tema “Bujutsu [武術], Bugei [武芸], Budō [武道]”, há algum tempo atrás, mencionei que os ocidentais têm confundido e mal utilizado o termo Gōng-fu [功夫]... hoje irei justificar o motivo deste comentário.

Então, antes de tentar explicar qualquer coisa irei apresentar a tradução literal da expressão Gōng-fu [功夫], que por si só já explica muita coisa:

  • Gōng [功] – mérito, realização, resultado, serviço;
  • Fu [夫] – pessoa, indivíduo, homem (gênero humano).

Gōng-fu [功夫] – pessoa com mérito (ou ainda: indivíduo realizado, homem que atingiu um resultado, pessoa que cumpre bem o seu serviço).

Esclarecido o significado da expressão, começarei deixando bem claro que não existe arte marcial com o nome Gōng-fu [功夫]... É verdade: Gōng-fu [功夫] como arte marcial não existe!

O termo chinês Gōng-fu [功夫] é um título de capacidade individual e não o nome de qualquer arte marcial. Como a tradução deixa claro, basicamente qualquer pessoa que faça bem o seu trabalho... um professor, um dentista, um carpinteiro... qualquer indivíduo que cumpra bem o seu ofício ou que tenha mérito em alguma coisa é um Gōng-fu [功夫].

A forma correta de referir-se às Artes Marciais Chinesas genericamente é Wǔ-shù [武術] (estes ideogramas são lidos Bujutsu [武術] em japonês), que literalmente quer dizer:

  • Wǔ [武] – marcial, militar;
  • Shù [術] – método, técnica, arte.

Wǔ-shù [武術] – método marcial, técnica militar (ou seja, nossa boa e velha “Arte Marcial”).

Na Republica Popular da China (China Comunista) o termo utilizado para definir todas as Artes Marciais é Guó-Shù [國術]:

  • Guó [國] – país, estado, nação;
  • Shù [術] – método(s), técnica(s).

Guó-Shù [國術] – método(s) do país, técnica(s) do estado, técnica(s) da nação (algo como "Artes Nacionais").

Outra confusão comum é usar como sinônimos as expressões termos Wǔ-shù [武術] e Quán-fǎ [拳法]. Da forma como esta informação está disposta em muitas fontes de pesquisa, leva o leitor a entender que Wǔ-shù [武術] e Quán-fǎ [拳法] são uma única arte. Embora elas, de fato, estejam inter-relacionadas não são a mesma coisa... na realidade o Wǔ-shù [武術] abarca muitos estilos de Quán-fǎ [拳法], entre eles: Báihè-quán [白鶴拳], Shàolin-quán [少林拳], etc... Ou seja, Wǔ-shù [武術] é a expressão universal utilizada para designar as “Artes Marciais Chinesas”, enquanto Quán-fǎ [拳法] é o termo geral utilizado para designar os diversos estilos destas mesmas “Artes Marciais Chinesas”.

Traduzindo a expressão Quán-fǎ [拳法] temos:

  • Quán [拳] – punho(s);
  • Fǎ [法] – lei(s), método(s), via(s).

Quán-fǎ [拳法] – lei(s), método(s) ou via(s) do(s) punho(s).

A palavra chinesa Quán-fǎ [拳法] é lida Kenpō [拳法] em japonês e é geralmente conhecida como "Boxe Chinês" em português.

Ah! Antes que eu esqueça... também é muito comum ver por aí uma confusão generalizada no que tange aos termos Gōng-fu [功夫] e Quán-fǎ [拳法] (outra vez são utilizados como sinônimos)... Por isso, vou repetir: “não existe arte marcial com o nome Gōng-fu [功夫]”... Se quero falar sobre “Artes Marciais Chinesas” uso Wǔ-shù [武術] ou Guó-Shù [國術] de uma forma geral e Quán-fǎ [拳法] de uma forma mais específica... usar a palavra Gōng-fu [功夫] para esta finalidade é errado.

Com certeza, alguém deve estar perguntando: “Hum... mas se tudo isso é verdade, de onde saiu toda esta confusão?” Acho este um questionamento justo... por isso vou expor aqui uma explicação muito coerente e interessante feita por Goulart (2008) para responder:

“Esta maneira errada de referir-se às Artes Marciais Chinesas como Gōng-fu [功夫] começou na década de 70 quando foi lançada uma série de televisão chamada "Kung-Fu" (Gōng-fu [功夫]), protagonizada por David Carradine e que foi um tremendo sucesso no meio marcial da época. Para quem não conhece a série (principalmente os mais novos cronologicamente falando), a história gira em torno de um monge sino-americano chamado “Kwai Chang Caine” (Qián Guān Chāng [虔官昌]) que se vê envolvido em problemas diversos e que se safa de tudo através da "porrada com sabedoria".

O título desta série de televisão fazia referência à habilidade do monge em sua Arte Marcial e em sua sabedoria budista, ou seja, de fato, o monge era um Kung-Fu (Gōng-fu [功夫])... porém a arte que ele praticava, não!

Como os ocidentais daquela época não sabiam que tipo de Arte Marcial o monge utilizava para acabar com os "bandidos do filme", passaram a definir aquele tipo desconhecido de luta como “Kung-Fu” (Gōng-fu [功夫])... porém isso foi uma convenção com base no desconhecimento total do assunto em questão.

Infelizmente, aproveitando o sucesso da série, no ocidente abriram-se várias escolas de "Kung-Fu" (Gōng-fu [功夫]) para ensinar Artes Marciais Chinesas (Quán-fǎ [拳法]). Contudo, aqueles que fundaram tais escolas não se deram ao mínimo trabalho de perguntar a qualquer chinês o que o termo Gōng-fu [功夫] realmente significava e ainda hoje, passados mais de 30 anos, ainda vemos escolas de... “Kung-Fu” (Gōng-fu [功夫]) por aí!” (GOULART, Joséverson).

Sempre tenho defendido a pesquisa no meio marcial e, desde o primeiro “post” no Karatedō.net - Dōjō Virtual, tenho tentado mostrar que se não entendo alguma coisa devo pesquisar e procurar as respostas para aquilo que não sei, pois embora às vezes, para muitos, seja difícil admitir... sempre há alguém que sabe mais que nós.

Goulart (2008) nos alerta sobre este problema:

“Infelizmente a maioria das pessoas acomoda-se às informações transmitidas de forma errada e as assumem como corretas... e isso é um erro grosseiro, pois questionar é a base da aprendizagem: ou sei ou não sei. O que não posso fazer é esconder-me atrás de "verdades absolutas" para encobrir a minha ignorância efetiva” (GOULART, Joséverson).

Portanto, tenha cuidado em seus trabalhos...

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Curiosidade 1: A falta de conhecimento é tanta que muitas vezes chega-se a afirmar que Wǔ-shù [武術] é um estilo de Gōng-fu [功夫].

Curiosidade 2: Já vi afirmações de que Kenpō [拳法] é a palavra japonesa para Gōng-fu [功夫]... nada mais longe da verdade (basta observar os Kanji [漢字] para ver que se trata de palavras diferentes).

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Referências:

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. O problema do termo Kung-fu. Informativo Seidenkai Saishin Kyūsu. Maio de 2008, Nº 65, Ano V.

GARRET, Marcus. Kung-fu. Central RetrôTV – Séries e Desenhos Antigos. Disponível em: <http://retrotv.uol.com.br/kungfu/index2.html>. Acesso em: 2 de Maio de 2008.

GOULART, Joséverson. O problema do termo “Kung-fu”. Disponível em: <http://groups.msn.com/ShinseiKaiShito-RyuKarate-Do/>. Acesso em: 2 de Maio de 2008.

JAPANESE ENGLISH DICTIONARY. Dictionary search and Convert Kanji to Hiragana/Rōmaji. Disponível em: <http://nihongo.j-talk.com/parser/search/index.php>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.

ONLINE CHINESE TOOLS. Chinese-English Dictionary. Disponível em <http://www.mandarintools.com/index.html>. Acesso em 2 de Maio de 2008.

MOFOLÂNDIA. Título original: Kung-fu. Disponível em <http://www.mofolandia.com.br/mofolandia_nova/kungfu.htm>. Acesso em 2 de Maio de 2008.

ROMAJI.ORG. Rōmaji Translator (Translate japanese text (Kanji,Hiragana,Katakana) into Rōmaji or Hiragana). Disponível em: <http://www.romaji.org/>. Acesso em: 18 de Maio de 2009.



[1] Pīnyīn [拼音] é um método ou sistema de romanização oficial utilizado na República Popular da China para transcrever o Idioma Chinês (Hànyǔ [漢語]) para o alfabeto. Pīnyīn [拼音] significa, literalmente, "soletração de sons". A versão mais utilizada do Pīnyīn [拼音] é o chamada Hànyǔ Pīnyīn [漢語拼音], onde Hànyǔ [漢語] significa Idioma Chinês ou Língua Chinesa.

O Hànyǔ Pīnyīn [漢語拼音] é também conhecido como esquema do silabário fonético chinês e foi aprovado em 1958 e adotado oficialmente em 1979 pelo governo da República Popular da China, substituindo sistemas anteriores de romanização, tais como o Wade-Giles (1859). O Hànyǔ Pīnyīn [漢語拼音] foi adotado em 1979 pela Organização Internacional de Padronização (International Organization for Standarzation - ISO) como a romanização padrão do chinês moderno (ISO-7098:1991).

[2] Wade-Giles é um Sistema de Romanização para a Língua Chinesa utilizado principalmente no variante do Mandarim. Foi o principal sistema de transliteração da Língua Chinesa nos países de Língua Inglesa durante maior parte do século XX, usado em vários livros de referência padrão e em todos os livros sobre a China publicados antes de 1979. Foi substituído pelo sistema Hànyǔ Pīnyīn [漢語拼音] na República Popular da China, mas ainda permanece em uso em Taiwan. Foi desenvolvido a partir de um sistema produzido por Thomas Francis Wade na metade do século XIX e chegou à forma final com o Dicionário Chinês-Inglês de Herbert Giles de 1912.

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Nihongo [日本語]  (Karatedō) escrito em quinta 18 fevereiro 2010 16:20

 

 

Ah! O Karate [空手] e suas problemáticas...

Sei que a maioria dos praticantes de Karate [空手] (os Karateka [空手家] não estão incluídos aqui... é... existe uma grande diferença entre “praticante de Karate [空手]” e Karateka [空手家], mas isso não é assunto para tratar agora) não tem preocupação, interesse ou até mesmo consideram perda de tempo aprender a falar e escrever os termos japoneses corretamente... afinal de contas o pensamento “comum” é “o que importa é suar o Karategi [空手着] praticando as técnicas”. Contudo, acredito que todos deveriam ter mais cuidado com esta questão.

Apenas para exemplificar trarei três curiosidades que mostram a importância de fazer “as coisas certas”.

Curiosidade 1: Sobre a escrita

Em português, se digo algo como “vou descer para baixo” ou “vou subir para cima” sou repreendido, pois cometi uma redundância. Pois bem... não é diferente com a Língua Japonesa (Nihongo [日本語]).... Quer ver? Vamos lá então...

Quando utilizo, por exemplo, a expressão “yoko-geri-keage” (algo muito comum... já vi acontecer muitas vezes, em diversos Dōjō [道場] que visitei) estou cometendo um erro semelhante ao acima mencionado. Por quê?

Porque na expressão Yoko-geri-keage [横蹴蹴揚]... Keri (-geri) [蹴] e Ke [蹴] são os mesmos ideogramas e, consequentemente, tem a mesma tradução: “chute”.

Traduzindo literalmente cada um dos termos que compõem a expressão Yoko-geri-keage [横蹴蹴揚] temos:

  • Yoko [横] – lateral;
  • Keri (-geri) – [蹴] – chute;
  • Ke (keri) – [蹴] – chute;
  • Age – [揚] – para cima.

Ou seja, é como se estivesse dizendo “chute chute lateral para cima”.

A expressão correta neste caso é: Yoko-ke-age [横蹴揚] simplesmente, ou seja: “chute lateral para cima”, o mesmo aplica-se a Mae-ke-age [前蹴揚], etc...

 

Curiosidade 2: Sobre a pronúncia

Assim como acontece com a escrita, a pronúncia correta também pode evitar alguns constrangimentos, principalmente se houver alguém que saiba um pouco mais que nós por perto... Vamos a um exemplo:

Uchi-uke [内受] e Uchi-mata [内股] são palavras usadas no Karate [空手] e Jūdō [柔道] respectivamente.

Alguns instrutores dizem: "ushi-uke" e "ushi-mata". Porém, em japonês, “ch” tem som de “tch”. E pior... Ushi [牛] em japonês é “vaca”.

Pronunciando a palavra desta forma teríamos então "a defesa da vaca" e a "coxa da vaca" quando na realidade eles queriam dizer "utchi-uquê" Defesa interna, "utchi-mata" Interior da coxa...

Outro exemplo:

Nas aulas de Karate [空手] é comum ver os instrutores fazer referência a “Geri-waza”. Isso não existe em Karate [空手].

A palavra Geri [下痢] quando colocada como primeira palavra em uma expressão significa "diarréia". "Técnicas de diarréia" não me parece uma boa idéia em nível de chutes!

O correto é Keri-waza [蹴技] - "Técnicas de chutes/pontapés". a palavra Keri [蹴] quando vindo em segundo lugar em uma expressão, muda para Geri [蹴].

Vejamos:

  • Keri [蹴] - Chute, pontapé (sozinha ou primeira palavra em uma expressão);
  • Mae-geri [前蹴] - Chute frontal (na segunda posição de uma expressão).

Apenas a título de informação... em algumas das competições de Karate [空手] que arbitrei... muitos dos atletas chegavam na mesa e diziam aos mesários: “vou fazer o Kata [形] Chintei [鎮定]”... nada de incomum até aqui, porém suas pronuncias eram “shintei” e não “tchintê” como deveria ser.

Contudo, quando procuro por Shintei [進呈] (pronuncia-se ‘shintê’) em qualquer dicionário japonês/português encontro:

  • 進呈 [しんてい] (shintei) – apresentação, espetáculo, representação teatral.

É verdade que de certa forma muitos dos atletas não estavam errados, pois de fato muitos dos Kata [形] apresentados pareciam uma “representação teatral” (Shintei [進呈])... {#}

Contudo, o Kata [形] Chintei [鎮定] significa “supressão” e é escrito com outros Kanji [漢字]:

  • 鎮定 [ちんてい] (chintei) – supressão, proibição, abolição, repressão.

Nota: Existem outros significados para o Kata [形] Chintei [鎮定], pois os Kanji [漢字] acima apresentados não são a única forma de escrever o nome do Kata [形]. Contudo, como o assunto aqui é pronuncia e não significados o que apresento é suficiente para o entendimento de todos.

Outro detalhe (para quem ainda não percebeu) é que em japonês qualquer palavra que termine em “ei” é pronunciada “ê”.

Alguns exemplos:

  • Seiden-kai [誠伝会] pronuncia-se “sêden cái”;
  • Sensei [先生] pronuncia-se “sensê”,
  • Shitei [指定] pronuncia-se “xitê”.

Curiosidade 3: Sobre artigos, gênero e plural

Antes de comentar qualquer coisa, vou “ajustar” alguns conceitos básicos...

A maioria dos ocidentais quando escreve livros sobre Artes Marciais teima em escrever as palavras japonesas no plural: “Senseis”, “Senpais”, “Kōhais”, etc... (na realidade, nada mais fazem do que aplicar regras da Língua Portuguesa... na Língua Japonesa)

Já vi discussões acirradas do tipo “A forma correta de se referir as formas de Karate [空手] é os Katas”… a que outros contestavam… “Não! O correto é as Katas...”

Analisemos alguns fatos (pois eles me agradam e não deixam qualquer dúvida) para que possamos saber quem está correto:

  1. Em japonês não há artigos (o, a, os, as, um, uma, uns, umas)
  2. Em japonês não há gêneros (masculino ou feminino)
  3. Em japonês não há plural ("s" no final das palavras)

Sendo assim, se não há artigo, gênero e plural... “os” ou “as” é indiferente. Agora… “Senseis”, “Senpais”, “Kōhais”, “Kihons”, “Katas”, etc… isso não existe!

Assim, a forma correta de escrever, por exemplo, a palavra Kata (mesmo que no plural) é:

Os Kata [形] ou as Kata [形], sem o “s” no final (esta afirmação também é válida para os demais termos japoneses que aparecem neste “Post”... e, na realidade, para todas as palavras japonesas).

Muitos outros exemplos de erros comuns poderiam ser aqui citados, mas acredito que isto seja suficiente para chamar a atenção para a importância da pesquisa séria e do estudo comprometido antes de apresentarmos termos japoneses em nossos trabalhos.

{#} Denis Andretta [デニスアンドレッタ]

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Referências:

ANDRETTA, Denis Augusto Cordeiro. Curiosidades sobre a escrita e pronuncia dos termos japoneses. Disponível em: <http://www.karateca.net/>. Acesso em: 27 de Janeiro de 2009.

GOULART, Joséverson. A expressão “Mae-geri-ke-age” está ou não correcta?. Disponível em: <http://judoforum.com/blog/joseverson/index.php/>. Acesso em: 23 de Outubro de 2007.

JAPANESE ENGLISH DICTIONARY. Dictionary search and Convert Kanji to Hiragana/Rōmaji. Disponível em: <http://nihongo.j-talk.com/parser/search/index.php>. Acesso em: 1 de Abril de 2009.

ROMAJI.ORG. Rōmaji Translator (Translate japanese text (Kanji,Hiragana,Katakana) into Rōmaji or Hiragana). Disponível em: <http://www.romaji.org/>. Acesso em: 1 de Abril de 2009.

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